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Adicional de Periculosidade

DEFINIÇÃO

É uma compensação pecuniária, de caráter transitório, concedida ao servidor enquanto este trabalhe permanente ou com habitualidade em atividades ou operações perigosas.

REQUISITOS BÁSICOS

1. Possuir portaria de localização, informando o(s) local(is) em que desenvolve suas atividades, portaria de concessão do adicional, bem como laudo técnico de caracterização da atividade ou operação como perigosa;

2. Trabalhar permanentemente ou com habitualidade realizando atividades ou operações perigosas.

DOCUMENTAÇÃO

1. Laudo Técnico elaborado por servidor ocupante do cargo público de médico com especialização em medicina do trabalho, ou de engenheiro ou de arquiteto com especialização em segurança do trabalho;

2. Portaria de Localização ou de exercício do servidor informando o(s) local(is) em que desenvolve suas atividades;

3. Portaria de Concessão do Adicional.

FORMULÁRIO

Formulário de requerimento de adicional de periculosidade ( 95.66 KB).

PROCEDIMENTO

1. Preencher formulário de Requerimento de Adicional, com a descrição e número de horas despendidas no desenvolvimento das atividades;

2. Recolher assinatura da chefia, ratificando as informações descritas no formulário e, responsabilizando-se, também, pelas mesmas;

3. Anexar Portaria de Localização;

4. Dar entrada na solicitação na Central de Relacionamento PROGEP.

INFORMAÇÕES GERAIS

1. São equipamentos ou instalações elétricas em situação de risco aqueles de cujo contato físico ou exposição aos efeitos de eletricidade possam resultar incapacitação, invalidez permanente ou morte. (Art. 2º, § 2º do Decreto 93.412/86)

2. Além do vencimento e das vantagens previstas em Lei, será deferido ao servidor o adicional pelo exercício de atividades perigosas. (Art. 61, inc. IV da Lei nº 8.112/90 com a nova redação dada pela Lei nº 9.527/97)

3. O adicional de periculosidade corresponde ao percentual de 10% (dez por cento), calculado sobre o vencimento do cargo efetivo do servidor. (Art. 12, inc. II e § 3° da Lei n° 8.270/91 e art. 5º, inc. II da ON SEGEP/MPOG n° 6/2013)

4. Os adicionais de Periculosidade são caracterizados pela Norma Regulamentadora nº 16 (NR-16) do Ministério do Trabalho e Emprego e seus anexos, que versam sobre as seguintes atividades ou operações perigosas:

Anexo Atividades ou Operações perigosas Percentual
1 Com Explosivos 10%
2 Com Inflamáveis 10%
3 Com exposição a roubos ou outras espécies deviolência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial 10%
4 Com Energia Elétrica 10 %
5 Em Motocicleta 10%
* Com radiações ionizantes ou substâncias radioativas 10%

 

5. Considera-se exposição habitual aquela em que o servidor submete-se a circunstâncias ou condições insalubres e perigosas como atribuição legal do seu cargo por tempo superior a metade da jornada de trabalho semanal. (Art. 9º, Inc. II da ON SEGEP/MPOG n° 6/2013)

6. Considera-se exposição permanente aquela que é constante, durante toda a jornada laboral e prescrita como principal atividade do servidor. (Art. 9º, Inc. III da ON SEGEP/MPOG n° 6/2013)

7. A caracterização da periculosidade, nos locais de trabalho respeitará as normas estabelecidas para os trabalhadores em geral, de acordo com as instruções contidas na Orientação Normativa n° 06, de 18 de março de 2013, publicada no DOU de 20/03/2013, e na legislação vigente. (Art. 2º da ON SEGEP/MPOG n° 6/2013)

8. Os adicionais de insalubridade, de periculosidade e de irradiação ionizante, bem como a gratificação por trabalhos com raios-x ou substâncias radioativas, estabelecidos na legislação vigente, não se acumulam e são formas de compensação por risco à saúde dos trabalhadores, tendo caráter transitório, enquanto durar a exposição. (Art. 4º, da ON SEGEP/MPOG nº 6/2013).

8. O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles. (Art. 68, §1º da Lei nº 8.112/90)

9. A partir de 01/01/1991, o adicional de periculosidade percebido pelo exercício de atividades nucleares foi mantido a título de vantagem pessoal, nominalmente identificada, e sujeita aos mesmos percentuais de revisão ou antecipação dos vencimentos. (Art. 12, § 4º da lei nº 8.270/91)

10. A partir de 01/01/1991, os valores referentes ao adicional de periculosidade superiores aos estabelecidos na Lei nº 8.270, de 17/12/1991, publicada no DOU de 19/12/1991, foram mantidos a título de vantagem pessoal nominalmente identificada, para os servidores que permaneceram expostos à situação de trabalho que tenha dado origem à referida vantagem, aplicando-se a esses valores os mesmos percentuais de revisão ou antecipação de vencimentos. (Art. 12, § 5° e 26 da Lei n° 8.270/91)

11. O pessoal contratado por tempo determinado para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público, tais como o professor substituto, professor visitante e professor e pesquisador visitante estrangeiro fazem jus ao adicional de periculosidade, desde que cumpra os requisitos legais para a concessão desse adicional. (Art. 11 da Lei nº 8.745/93)

12. A caracterização e a justificativa para concessão de adicionais de periculosidade aos servidores da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, quando houver exposição permanente ou habitual a agentes físicos, químicos ou biológicos, dar-se-ão por meio de laudo técnico elaborado com base nos limites de tolerância mensurados nos termos das Normas Regulamentadoras nº15 e nº 16, aprovadas pela Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego nº 3.214, de 08 de junho de 1978, bem como o estabelecido no Anexo I da Orientação Normativa n° 06, de 18 de março de 2013, publicada no DOU de 20/03/2013. (Art. 10º da ON SEGEP/MPOG n° 6/2013).

13. O laudo técnico deverá identificar o local de exercício ou o tipo de trabalho realizado, o agente nocivo à saúde ou o identificador do risco, o limite de tolerância conhecida, o tempo de exposição do servidor aos agentes agressivos, classificação dos graus de insalubridade e de periculosidade, com os respectivos percentuais aplicáveis ao local ou atividade examinados e as medidas corretivas necessárias para eliminar ou neutralizar o risco, ou proteger contra seus efeitos. (Art. 10º, § 2º da ON SEGEP/MPOG n° 6/2013).

14. Entende-se por profissional competente para avaliação da exposição e emissão do laudo técnico previsto no item anterior, o ocupante do cargo público, na esfera federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal, de médico com especialização em medicina do trabalho ou engenheiro e arquiteto com especialização em segurança do trabalho. (Art. 10º, § 2º, Inc. I, da ON SEGEP/MPOG n° 6/2013).

15. O laudo para a concessão de adicionais não terá prazo de validade, devendo ser refeito sempre que houver alteração dos riscos presentes. (Art. 10º, § 3º da ON SEGEP/MPOG n° 6/2013).

16. O laudo técnico deverá considerar a situação individual de trabalho do servidor. (Art. 8º, § 3º da ON SEGEP/MPOG n° 6/2013).

17. Compete ao profissional responsável pela emissão do laudo técnico caracterizar e justificar a condição ensejadora dos adicionais ocupacionais. (Art. 10º, § 4º da ON SEGEP/MPOG n° 6/2013).

18. O Laudo de Avaliação Ambiental deverá ser lançado no módulo de adicionais do SIAPEnet e depois arquivado na própria instituição para as consultas que se fizerem necessárias pelos órgãos competentes. (Despacho SRH/MPOG, referente ao processo nº. 4500.002272/2006-68, de 2010).

19. A execução do pagamento dos adicionais de periculosidade e de insalubridade somente será processada à vista de portaria de localização ou de exercício do servidor e de portaria de concessão do adicional, bem assim de laudo técnico, cabendo à autoridade pagadora conferir a exatidão dos documentos antes de autorizar o pagamento.  (Art. 4º do Decreto nº 97.458/89; Art. 13°, ON SEGEP/MPOG n° 6/2013).

20. Para fins de pagamento do adicional, será observada a data da portaria de localização, concessão, redução ou cancelamento, para ambientes já periciados e declarados insalubres e/ou perigosos, que deverão ser publicadas em boletim de pessoal ou de serviço. (Art. 13º, § único da ON SEGEP/MPOG n° 06/2013).

21. Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados perigosos. (Art. 69 da Lei nº 8.112/1990).

22. A servidora gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação e a lactação, das operações e locais considerados insalubres, exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso. (Art. 69, § único da Lei nº 8.112/1990).

23. O pagamento do adicional de que trata esta norma é suspenso quando cessar o risco ou o servidor for afastado do local ou atividade que deu origem à concessão. (Art. 10º da ON SEGEP/MPOG n° 6/2013).

24. Cabe à unidade de recursos humanos do órgão realizar a atualização permanente dos servidores que fazem jus ao adicional no respectivo módulo do SIAPEnet, conforme movimentação de pessoal, sendo, também, de sua responsabilidade, proceder à suspensão do pagamento, mediante comunicação oficial ao servidor interessado. (Art. 15º da ON SEGEP/MPOG n° 6/2013).

25. É responsabilidade do gestor da unidade administrativa informar à área de recursos humanos quando houver alteração dos riscos, que providenciará a adequação do valor do adicional, mediante elaboração de novo laudo. (Art. 16º da ON SEGEP/MPOG n° 6/2013).

26. Respondem nas esferas administrativa, civil e penal, os peritos e dirigentes que concederem ou autorizarem o pagamento do adicional em desacordo com a legislação vigente. (Art. 17º da ON SEGEP/MPOG n° 6/2013).

27. Os dirigentes dos órgãos da Administração Federal Direta, das autarquias e suas fundações, promoverão as medidas necessárias à redução ou eliminação dos riscos, bem como a proteção contra os respectivos efeitos. (Art. 18º da ON SEGEP/MPOG n° 6/2013).

28. O adicional não será pago aos servidores que: a) No exercício de suas atribuições, fiquem expostos aos agentes nocivos à saúde apenas em caráter esporádico ou ocasional; ou, b) Estejam distantes do local ou deixem de exercer o tipo de trabalho que deu origem ao pagamento do adicional. (Art. 3º do Decreto nº 97.458/89).

29. Não geram direito aos adicionais de insalubridade e periculosidade as atividades: I) em que a exposição a circunstâncias ou condições insalubres ou perigosas seja eventual ou esporádica; II) consideradas como atividades-meio ou de suporte, em que não há obrigatoriedade e habitualidade do contato; III) que são realizadas em local inadequado, em virtude de questões gerenciais ou por problemas organizacionais de outra ordem; IV) em que o servidor ocupe função de chefia ou direção, com atribuição de comando administrativo, exceto quando respaldado por laudo técnico individual que comprove a exposição em caráter habitual ou permanente.

30. Consideram-se como de efetivo exercício, para o pagamento do adicional de periculosidade, os afastamentos em virtude de: a) Férias; b) Casamento; c) Luto; d) Licenças para tratamento da própria saúde, à gestante ou em decorrência de acidente em serviço; e) Prestação eventual de serviço por prazo inferior a 30 (trinta) dias em localidade fora do País. (Art. 7º do Decreto nº 97.458/89).

31. O servidor, durante os períodos em que permanecer em gozo do afastamento para a realização de curso de Pós-Graduação, não fará jus ao adicional de periculosidade. (Parecer PJ/SLP n° 251/2005).

32. Não cabe pagamento do adicional de periculosidade quando o servidor estiver afastado para realizar doutorado no exterior, embora eventualmente em trabalhos de laboratórios opere com substâncias tóxicas na condição de aluno. (Ofício COGLE/SRH/MP n° 368/2001).

33. O adicional de periculosidade não se incorpora aos proventos da aposentadoria. (ON SRH/MPOG nº 111/91).

34. A alteração do setor do servidor não resultará necessariamente no afastamento do adicional caso persista, no ambiente de trabalho, o risco à saúde, cabendo ao serviço médico da instituição apreciar a questão. (Parecer PJ / SLP n° 322/2005).

35. O direito ao adicional cessa com a eliminação das condições que deram causa a sua concessão. (Art. 68, § 2° da Lei nº 8.112/1990).

FUNDAMENTAÇÃO

  • Artigo 2º, §2º do Decreto nº 93.412, de 14/10/1986 (DOU 15/10/1986);
  • Artigos 3º, 4º e 7º do Decreto nº 97.458, de 15/01/1989 (DOU 16/01/1989);
  • Artigo 61, inciso IV da Lei nº 8.112, de 11/12/1990 (DOU 12/12/1990) com a nova redação dada pela Lei nº 9.527, de 10/12/1997 (DOU 11/12/1997);
  • Artigos 68 a 70 da Lei nº 8.112, de 11/12/1990 (DOU 12/12/1990);
  • Artigo 12, inciso II, e §§ 3º a 5º da Lei nº 8.270, de 17/12/1991 (DOU 19/12/1991);
  • Artigo 11 da Lei nº 8.745, de 09/12/1993 (DOU 10/12/1993);
  • Orientação Normativa SEGEP/MPOG nº 6, de 18/03/2013 (DOU 20/03/2013);
  • Parecer PJ / SLP n° 322/2005;
  • Parecer PJ/SLP n° 251/2005;
  • Artigo 11 da Lei nº 8.745, de 9/12/1993 (DOU 10/12/1993);
  • Norma Regulamentadora Nº 16 do Ministério do Trabalho e Emprego.

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As normas relativas à gestão de pessoas se acham em permanente atualização por força de novas leis e normas emanadas da Secretaria de Gestão Pública - SEGEP/Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão- MPOG, e de notas técnicas da Procuradoria Federal e da própria Universidade Federal do Ceará. Portanto, os conteúdos desta página podem trazer algum nível de defasagem no momento da sua consulta. A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas - Progep buscará a maior tempestividade na atualização destes conteúdos.